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A Economia em Colônia Leopoldina, observada por Jarpa Aramis

Jarpa Aramis Ventura, Mestre em Economia e cientista econômico pela Universidade Federal de Alagoas (UFAL), Diretor Associado da Projete Consultoria, Consultor Credenciado do SEBRAE, professor universitário e pesquisador com experiência em Políticas Públicas e Economia Regional e Urbana, atua principalmente nas áreas de Economia e Espaço Urbano.

Tocando discussões sobre a economia leopoldinense e para o comércio, mediante a crise das usinas da região, Jarpa fez uma breve análise da economia de Colônia Leopoldina. Veja abaixo.

A Economia em Colônia Leopoldina

De acordo com os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população residente no município de Colônia Leopoldina em 2014 foi estimada em 21.477 pessoas. Em 2013 foram gerados 3.852 empregos, o que resultou em uma massa salarial de aproximadamente R$ 4 milhões de reais, dados extraídos da Relação Anual de Informações Sociais do Ministério do Trabalho e Emprego (RAIS).

A soma de todas as riquezas produzidas em Colônia Leopoldina alcançou um PIB no montante de R$ 112 milhões de reais em 2012, o Setor Público possui maior participação, conforme o Núcleo de Inteligência Territorial (Sebrae e IBGE), alcançou R$ 46 milhões, o setor do Comércio e Serviços R$ 25 milhões, seguido da Agropecuária R$ 22 milhões e por fim o setor Industrial com R$ 19 milhões. Cabe o destaque que a crise do setor Sucroenergético vem contribuindo para a diminuição da atividade industrial não apenas em Colônia Leopoldina, mas também nas demais cidades circunvizinhas que dependem e sobrevivem desta atividade industrial.

O setor Público assume a força motriz da economia da região, o Comércio e Serviços assume o segundo lugar como mais importante de sua economia, fato possível, devido a injeção de recursos monetários de origem federal, através do Programa Bolsa Família, aposentadorias, pensões e benefícios previdenciários, foram essenciais para prover de uma demanda cristalizada nos beneficiários destas transferências de renda, a garantia de crescimento do consumo do setor varejista alagoano, onde em meados de abril de 2013, segue uma trajetória de crescimento superior que o verificado no Brasil.

Evolução do índice de volume de vendas no comércio varejista – Brasil e Alagoas, janeiro de 2009 a abril de 2014*

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O comércio local é pequeno, mas a feira livre é bastante procurada pelos municípios circunvizinhos, na agricultura a predominância é de culturas como laranja, manga, abacaxi, batata, fava, mandioca, milho e feijão, além de banana. Apesar de sua importância, ainda carece de um estudo orientador que viabilize suas potencialidades de localidade central de negócios entre municípios, o que reflete em uma ausência de empreendimentos que deem suporte a este meio de comercialização, tais como: hospedagem, alimentação e transporte. As redes de negócios existentes no comércio local ainda são muito incipientes, pois, canalizador natural de negócios, diante de sua vantagem locacional. Alternativas como a proposta do professor Everton Calado:

Criação de Conselho Municipal de Agricultura, por meio do qual o governo, empresários e pequenos produtores rurais discutam juntos melhorias na área.

 

Promoção sessões e audiências públicas, com os feirantes e comerciantes da cidade para debater e tratar da reorganização dos espaços na feira e outras alternativas para o comércio local, como práticas de economia solidária e sustentável, por meio de associações e cooperativas.

 

Proporcionar ao município de Colônia Leopoldina a missão de promover aos seus cidadãos o Estado de bem-estar social, ou seja, que tenha em seus representantes eleitos pelo povo os agentes promotores do social e que tem a função de organizar a economia.

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