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À sombra do impeachment

Os partidos de maior representatividade política e eleitoral em Colônia votam pelo impeachment

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Foi votado ontem na Câmera Federal a admissibilidade da continuação do processo de impeachment da Presidente Dilma Rousseff. Aprovado com 367 votos a favor e 147 contra, o processo segue agora para o Senado que efetivamente julgará se Dilma responderá pelas chamadas pedaladas fiscais.

            Com o resultado da votação já decidido, os nove deputados alagoanos foram à tribuna declarar seus respectivos votos. Alagoas foi o último estado a votar e a fala do pedetista Ronaldo Lessa foi das mais emblemáticas. O ex-prefeito de Maceió e ex-governador do estado foi taxativo em dizer que quem já foi chefe do Executivo sabe que não houve crime de responsabilidade por parte da Presidente Dilma, o que seria uma “alegação irrefutável”.

            Os votos de Cícero Almeida e Marx Beltrão (PMDB), Pedro Vilela (PSDB) e JHC (PSB), representantes dos partidos que têm hoje em Colônia os três pré-candidatos a prefeito declarados, foram todos pelo impeachment.  Os correligionários da Prefeita Paula Rocha (PMDB) – recém-chegada ao maior e mais fisiológico partido político do Brasil – não se constrangeram em abrir caminho para Temer-Cunha chegarem ao Poder denunciados pela Lava Jato na qual Dilma nunca foi réu. Almeida enfrenta ameaça de perda de mandato por infidelidade partidária na Câmera e de inelegibilidade por envolvimento na chamada máfia do lixo. Beltrão, que ano passado chegou a negociar apoio a Manuilson Andrade (PSDB) nas próximas eleições, foi o responsável pela “rasteira” que tirou Galba Novaes do PRB. Este seria o partido pelo qual Meilton Luna sairia como a “terceira força” de Colônia, mas o ex-vice prefeito acabou ficando com o PSB de JHC, que por sua vez ensaiava apoio à prefeita Paula Rocha até um dia desses. Pedro Vilela (PSDB), por ocasião de seu voto, evocou a memória de seu tio-avô, Teotonio Vilela, “o menestrel de Alagoas”, e a democracia. Vilela foi o principal fiador político da campanha a deputado estadual de Manuilson Andrade, o mesmo que, por ocasião de sua passagem como secretário de finanças, chegou a ser afastado suspeito de improbidade administrativa. À época, o prefeito Cássio Alexandre (PDT) havia sido eleito em uma das maiores manobras políticas da história recente de Colônia, articulada pelo próprio Manuilson.

            Se Ronaldo Lessa estiver certo e o impeachment, por dedução, for golpe – uma vez que não haveria crime de responsabilidade por parte da Presidente Dilma – nossos três pré-candidatos a prefeito, conhecedores que são do funcionamento do Poder Executivo, poderão dizer. Mas se o problema de nossos parlamentares é de identidade, transparência com as contas públicas nunca foi o forte das gestões que por aqui passaram.

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