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Campanha para doação de medula óssea chega à Colônia Leopoldina

Para mais de 70 doenças relacionadas ao sistema sanguíneo e imunológico, entre elas leucemia, linfomas, anemias graves e imunodeficiências, é indicado o transplante de medula óssea

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No próximo sábado (12), a caravana do Hemoal chega à Colônia Leopoldina, se instalando no salão paroquial, a partir das 9h, para realizar o cadastro de doadores de medula óssea no REDOME – Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea.

A medula óssea é um tecido líquido que fica no interior dos ossos, popularmente conhecido também como tutano. Ela é responsável pela produção dos componentes do sangue, como as plaquetas e hemácias. Quando um paciente que precise do transplante não encontra um doador na família, é feita uma consulta no REDOME. No entanto, a dificuldade de se encontrar um doador compatível é enorme. Assim, são realizadas em todo país diversas campanhas para incentivar as pessoas a se cadastrarem como doadores nos hemocentros mais próximos.

Em função disso, Darli Cardozo, voluntária responsável pela campanha em Colônia, teve a iniciativa de trazer para nossa cidade essa campanha tão importante que tem salvado muitas vidas. O Conexão Colônia conversou com Darli sobre essa ação, ela contou que a ideia surgiu há alguns meses, e que essa não foi a primeira tentativa de trazer a caravana até aqui, junto com o pessoal da campanha Pró-Medula.

“Conheci o Pró-Medula através de uma campanha (Juntos pela Vitória) para uma garotinha catendense que tinha uma doença autoimune, Imunodeficiência Combinada Grave. Entrei em contato com o pessoal que mantém a página, com intuito de ajudar, e eles me apresentaram ao projeto. O Pró-Medula tem uma ligação direta com o HEMOAL, o que tornou mais fácil trazê-lo para nossa cidade”, contou a voluntária.

Darli Cardoso disse que felizmente, nunca acompanhou de perto um caso de leucemia, mas disse que sabe do efeito devastador que qualquer tipo de câncer pode causar.Não preciso ter visto de perto nenhum caso para saber o quão importante e necessário é a doação de medula para quem está precisando de uma. Infelizmente há uma falta de informação muito grande, em relação ao processo de doação, o que torna tudo ainda mais difícil. O povo colocou na mente que ao doar a medula estará correndo o risco de ficar paraplégico, o que não é verdade. A medula óssea não tem nada a ver com a medula espinhal, logo você não precisa temer!O câncer não precisa ser comovente apenas para quem tem um caso na família. Precisamos pensar que nunca estaremos livres dessa doença terrível e, que se um dia isso nos ocorrer, haverá um uma lista de doadores a nossa espera; inúmeras pessoas morrem na fila de espera aguardando um doador que nunca chega, por medo do tamanho da agulha, ou por achar que isso lhe causará algum dano, pura ignorância. Vamos trazer isso para os números, para que se entenda melhor: a chance de um brasileiro encontrar um doador compatível é de UMA em CEM mil! Você pode ser esse doador, não deixe o medo de algo te impedir de salvar uma vida!”.

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Darli Cardozo, Voluntária responsável pela campanha

E completou: “Trazer a caravana à Colônia é enxergar o futuro de uma pessoa que tenha Leucemia ou outra doença autoimune (a medula não serve apenas para pessoas com Leucemia, ela pode salvar mais vidas) curada! E isso foi o que me moveu a trazer o HEMOAL para cá. Eu quero muito ser compatível com alguém e quero que o leopoldinense conheça a importância da doação de medula, que passe a enxergar como a oportunidade de doar a vida novamente para alguém que luta contra a esperança todos os dias. Só um lembrete, nada disso seria possível sem o apoio do pessoal do Pró-Medula, em especial, a Sheyla Oliveira, coordenadora do projeto em nosso estado, ela quem tornou tudo mais fácil, não poderia deixar de agradecer.

Acontecerá em nossa cidade dia 12 de novembro, o cadastro no REDOME, ou seja, a pessoa não estará doando a sua medula nesse processo, essa é só a primeira parte, e nessa primeira parte quem estiver interessado em salvar uma vida, precisa ter entre 18 e 55 anos, não pode ter histórico de nenhum tipo de câncer. Doenças como diabetes, hipertensão, anemia simples, hepatite (até antes dos dez anos de idade), nenhuma delas é contra indicativa para a doação. Grávidas e lactantes também podem doar! Para o cadastro no REDOME os documentos necessários são apenas o CPF e o RG. Será preenchida uma ficha com dados pessoais e recolhida uma amostra de até 10 ml de sangue. Feito isso, sua amostra passará para o mapeamento de DNA e caso tenha algum portador compatível, você será chamado para mais enxames e depois disso poderá ser chamado de herói.”

O Conexão Colônia apoia e incentiva a doação de medula óssea, bem como ações de conscientização e atitudes como a de Darli Cardozo.

Sobre Direto da Redação

2 comentários

  1. josé francisco neto neto - zé de melo neto

    Essa campanha é mais alta importância. É útil ao campo da saúde. É necessária para o campo da vida, e, sobretudo, um profundo ato de humanidade. A doação não é para alguém que precisar, em qualquer canto ou lugar do país. Parabéns aos organizadores e organizadoras.

  2. Tenho o privilégio de ser noivo de uma mulher tão bondosa e determinada como Darliane Cardozo. Eu a conheço e sei do seu interesse em ajudar a quem mais precisa, qualidade que admiro. Sábado estarei realizando meu cadastro e fazendo minha parte.

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