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Colunista Everton Calado – 2020: o ano que já começou

2020: o ano que já começou

“Política é como nuvem. Você olha e ela está de um jeito. Olha de novo e ela já mudou”. A frase é de Magalhães Pinto, ex-governador de Minas Gerais, já falecido. Há como discordar dessa máxima? Dificilmente; contudo, se assim fosse, não seria possível existir uma ciência política, que – longe de ser uma ciência exata – segue uma matemática que parece ter vida própria, entre a previsibilidade e o inusitado, sempre.

Ao se encerrar a votação do último dia 2, a soma das zerézimas compartilhadas quase que instantaneamente pelo whatsapp decretou em cerca de 15 minutos: Manuilson Andrade venceria o pleito com uma segura margem de mais de mil votos. Dito e feito. No mesmo instante, antes de sequer comemorar a vitória de seu candidato, uma de suas principais apoiadoras confidenciou a uma amiga: “Terminou a campanha dele. Agora começa a minha”.

As bolsas de aposta das dezenas de analistas políticos espalhados pela cidade começam a ferver já de olho em 2020, no entardecer do dia 2 de outubro de 2016. A essa altura todos já têm uma explicação lógica para o resultado (eu já sabia, por isso, por aquilo…), mas as especulações são automáticas: “Ninguém tira mais Manuilson, daqui a 4 anos é ele de novo!”; outro argumenta: “Não vai ter mais reeleição, o mandato é de 5 anos agora parece…”. E daí segue: “Quem ele vai fazer de sucessor?!”: o parente tal, o vereador fulano, a filha de beltrana, sicrano – que agora vai ser secretário! – e assim por diante. Olhando para a prefeita vencida nas urnas: “Paula não volta mais não!”, “Tem de ter uma terceira via!”, “O grupo vai continuar junto e lançar um nome novo”, “Manuilson vai fazer um governo ruim e ela ganha de novo!”. Mas tome outra enxurrada de nomes. Nas minhas contas, 2020 tem nesse momento 12 pré-candidatos a prefeito, inclusive a atual e o eleito. Como na Santa Ceia e em frente a um espelho seu, outros além desses agora se perguntam: “Acaso serei eu?”

Dias depois uma notícia da imprensa confirma a possibilidade de que Manuilson tenha a candidatura impugnada no TRE devido a questões de ‘processos’ que também ninguém parece saber direito do que se trata. “Não vai dar em nada”, diz a maioria. Mas, se der, Fui Lamenha seria o prefeito, ou nessa condição ou na de uma eventual nova disputa de Manuilson por uma cadeira na Assembleia Legislativo. Caso passe pelo TRE, o prefeito eleito que teve uma vitória maiúscula e nunca esteve tão fortalecido politicamente na região como hoje, é o dono da bola… da bola de cristal mais secreta e ao mesmo tempo mais reveladora sobre o que pode vir acontecer em 2020, o ano que já começou.

Mas se política é como nuvem, ficamos por conta da previsão do tempo. Contudo, que essa abundância de postulantes especulados para as próximas eleições, que não tenhamos escassez de projetos para a cidade. Com a palavra, os meteorologistas…

Sobre Direto da Redação

Um comentário

  1. josé francisco neto neto - zé de melo neto

    O professor Everton nos brinda com um olhar prospectivo e político partidário, direcionado para o ano de 2020, quando ainda nem se finalizou, burocraticamente, os trabalhos das eleições últimas passadas.
    Já nos convida a olhar o futuro e, claro, o seu mote nos lança a pensar o caminho até aquele ano. Bem frisou as dificuldades passadas de gestões e outras, talvez, desafios para a administração futura da cidade. É, sem dúvida, um pensar em como agir neste atual momento político que se inicia.
    Ao meu ver, cabe o papel da crítica como a necessidade para se continuar fazendo política. E o que isto significa? Tão somente, que possamos analisar as ações da nova administração, de olho em suas positividades e negatividades, sob a ótica dos mais necessitados.
    Se o benefício é para essas maiorias, não podemos ser contrários e, quem sabe, até ajudar. Se o benefício final é para o atendimento da prática do “meu pirão primeiro” ou do benefício próprio, só nos resta o combate sistemático.
    Ao olhar para o ano de 2020, o Prof. Everton só nos convida a fazer política todo dia e o dia todo.
    Parabéns, meu caro!

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