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Colunista Everton Calado – PEC, Colônia, Manuilson e Paula: o fim do mundo

PEC, Colônia, Manuilson e Paula: o fim do mundo

Passadas as eleições, finalmente é hora de voltar a falar de política

            Você deve – ou no mínimo deveria – estar se perguntando o que peste é essa PEC 241 tão falada? Não me julgue pelo suposto palavrão, trata-se de licença poética. O bom dicionário on-line Priberam define peste como “coisa perniciosa ou funesta”. A Proposta de Emenda Constitucional 241, chamada de a PEC do fim do mundo, é exatamente isso: algo medonho e devastador, para mim, para você e para todos aqueles que sonham acordado com uma sociedade mais igualitária, nisso incluso nossa cidade.

            O que Colônia tem a ver com isso? Simples. O congelamento de gastos(?) públicos trará graves consequências para áreas como a saúde e a educação que se farão sentir sobretudo nos pequenos municípios, como Colônia, dependentes que somos de repasses do governo federal. Posto, remédio, médico, escola, concurso… tudo pelo ralo. Esse “fechar a torneira”, dito urgente e inevitável, é tão controverso quanto temoroso – liberalmente. Como sair dessa encruzilhada? Complicado. Na primeira votação no Congresso, a aprovação da PEC 241 ganhou por goleada, 366 votos a favor contra 111 contrários, com duas abstenções. Os mais recentes “amigos” da política leopoldinense, Marx Beltrão (PMDB) e Pedro Vilela (PSDB) disseram sim ao congelamento das despesas com saúde e educação; JHC (PSB) e Paulão (PT) disseram não. Talvez seja exagero falar que tal emenda represente o fim do mundo, mas sem dúvida, é começo do fim do estado de bem–estar social, que cuida das pessoas com o dinheiro delas mesmas emprestado através de impostos.

            Com a palavra agora os prefeitos hoje – e cabos eleitorais amanhã. Mas será que eles foram consultados? Aqui em Colônia, o prefeito eleito Manuilson Andrade (PSDB) volta ao poder fortalecido depois de ter deixado a Secretaria de Finanças quatro anos atrás e a chefia do Executivo há oito. Encontrará um orçamento agonizante e precisará de uma equipe muito competente para dar nó em pingo dágua… que se esperará de uma torneira fechada. A gestão Paula Rocha (PMDB) tem o desafio de entregar o caixa da prefeitura minimamente equilibrado ao sucessor, contrariando a tradição de derrotados na eleição de deixarem rombos nas contas públicas em vez de algum trocado.

            Enquanto Manuilson tem de quebrar a cabeça para governar pela primeira vez em tempos de vacas magras, espera-se de Paula Rocha e equipe uma transição que ajude o município a não parar, apesar de que não é de hoje que a crise paira sobre nós, apesar dos mecanismos psicológicos de negação. A peste da PEC do fim do mundo vem aí e ainda tem gente pulando ou sofrendo com o resultado de uma eleição que já acabou.

Sobre Everton Calado

Leopoldinense, 35 anos, doutorando em Psicologia Clínica e atualmente professor de Comunicação Social na Universidade Federal de Alagoas (UFAL).

Um comentário

  1. CICERO MANOEL DA SILVA

    É isto o que acontece com uma nação que, por vontade própria, não deseja estar conscientizada para fazer a diferença. Creio que não foi diferente das outras eleições, pois nesta teve compras de votos das pessoas menos esclarecidas e, pasmem! Até mesmo daquelas que são esclarecidas, mas por ganância, querem também “comer” um pouco do que lhes é servido. Então o Brasil vai sofrer, mas a culpa é da própria população que não quer ser escolarizada, ainda que a oferta de ensino seja bastante ampla e acessível.

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Por Everton Calado

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