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Colunista Joana Gleyze – Renovação ou a volta ao status quo? – Sobre a corrida eleitoral em Colônia Leopoldina

Renovação ou a volta ao status quo? – Sobre a corrida eleitoral em Colônia Leopoldina

IMG-20161020-WA0003Passada a corrida eleitoral municipal, cabe-nos fazer reflexões a respeito dos discursos que permearam essas eleições e analisar as distintas perspectivas de mudança para a população local, desde o que significaria conscientização política ao que podemos chamar de “renovação”.

Pois bem. Quem acompanha os artigos do Movimento Colônia e Cidadania (MCC), bem como os artigos do sítio eletrônico e multiplicador de ideias “Conexão Colônia”, pode perceber temas de relevância para a cidade de Colônia Leopoldina, de extrema importância para aqueles que pretendem conhecer aspectos da cidade analisados sob os mais diversos parâmetros. Durante esse período eleitoral não foi diferente.

O cenário político brasileiro encontra-se num momento crítico e perigoso, onde devemos caminhar a passos curtos e cautelosos, já que estamos em um campo minado e surgem golpes por todos os lados, inclusive de natureza parlamentar. O cenário político municipal, por sua vez, possui faces apáticas marcadas por um governo que muito prometeu e, como é comum a quem muito promete, deixou a desejar. A atual gestão lutou para permanecer no poder sob promessas de mais mudanças, o que poderia assustar e desacreditar ainda mais a população e possui vértices da mesmice trazida por um governo que passou 12 anos no mesmo poder, não cabendo-lhe prometer novamente o que não cumprira durante todo o tempo em que esteve na administração.

As opções que os eleitores de Colônia Leopoldina tinham em mãos eram desestimulantes. E por quê? Quais propostas emanariam das explanações dos candidatos? De um lado o PMDB, partido escancaradamente golpista (e aqui não se pretende entrar no mérito dessa discussão), e do outro o PSDB, partido tão corrupto quanto o primeiro e que fez parte do mesmo projeto ofensivo à Constituição Federal, que com um plano criminoso travestido de legalidade acabou por apunhalar pelas costas uma presidente legitimamente eleita pelo povo brasileiro.

E como isso respalda as eleições municipais? A começar pelos discursos de que o eleitor leopoldinense estaria acordando para uma conscientização política ao retirar uma gestora que não cumprira integralmente com o prometido na campanha passada, e a pugnar pela mudança, forma de resposta da população revoltada com a atual gestão. A juventude participou conscientemente das campanhas eleitorais? Faz-se necessário ter em mente que engajamento em campanha de candidato A ou B não significa conscientização política, não quando lutar pela vitória aparenta estar a torcer por um time de futebol, onde vale tudo, mesmo se a alma for pequena e a honestidade também.

Ora, perguntemo-nos, então, que espécie de conscientização política pugna pela volta ao status quo? Estamos mesmo falando de renovação? Renovação da Câmara de Vereadores com a queda de antigos vereadores que carregam mais de um mandato “nas costas” e a ascensão de vereadores com as mesmas táticas de compra de votos? Ou a renovação pela volta de um antigo gestor que pouco fez, senão pela saudade do tão conhecido assistencialismo? Mudança e renovação são sinônimos? De um lado o jogo vira, muda, altera-se. De outro lado, renova-se e precisa ser para melhor. O que é melhor para mim é melhor para você? Há conscientização no pensamento egoísta? Onde fica o pensamento coletivo quando confio meu voto a um candidato que possui as mesmas práticas corruptas apenas pelo fato de que ele continuará me beneficiando ou me beneficiará futuramente?

E entre os candidatos? Trata-se, pois, de uma luta de egos? Parece-nos. Venceu a esperança? Depende da sua perspectiva do que significa esperança. Se for a volta ao status quo, mas com a velha forma de fazer política, parabéns, o feudo continua. Se continuar assim, podemos chegar mais rapidamente ao fundo do poço. Se há esperança em mudança de verdade, a começar por si, convido-o(a) a ler os próximos textos, pois desvendaremos a tal conscientização política e novas perspectivas de mudança.

Att,

 Joana Gleyze

Acadêmica de Direito – UNIT

Contato: joanagleyze@gmail.com

Sobre Direto da Redação

Um comentário

  1. josé francisco neto neto - zé de melo neto

    Caríssima Gleyze!

    Quero destacar o seu texto como bem escrito e, sobretudo, focado na temática – política em Colônia Leopoldina. Suas observações são pertinentes e desafiadoras aos novos políticos e aos que se dispõem a tocar a política local. As suas questões de ordem ideológica são mais que pertinentes, em que pese a ideologia partidária pouco dizer em muitos ambientes da política brasileira, sobretudo, em regiões interioranas. Em Colônia, não poderia ser diferente. Se sou anti-golpe, em quem votar?, considerando que ambos os partidos estiveram no comando do mesmo. Mas, a realidade se coloca como ela é. Agora, é analisar como a política vai se desenrolar, mas não só por parte do governo eleito, como também, os demais que precisam fazer política, por serem cidadãos e cidadãs e não, necessariamente, estarem no governo. Para estes, fazer política agora é poder contribuir à cidade, à população, ao lugar mas em bases programáticas que possam abrir espaços por processos eleitorais éticos.
    Meus parabéns pela disposição para pensar.

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