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Colunista Letícia Sobreira – O povo representado

O POVO REPRESENTADO

É comum aqui e ali, em esquinas, bares e praças, ouvir a famosa frase: nenhum político presta. É uma cena corriqueira nas ruas leopoldinenses. Mas quando vai se aproximando período eleitoral… Os políticos passam a ser bonzinhos e o povo logo toma seus partidos e levanta suas bandeiras – ou hashtags. Passada essa época, a velha filosofia do “nenhum político” presta volta à tona.

Um círculo vicioso: reclamações, depois o apoio caloroso, e aí voltam as reclamações, e novamente fervor e devoção em campanhas… O pensamento do nenhum presta vai e volta. Mas vale lembrar que os políticos de nossa cidade são naturais ou naturalizados filhos de Colônia Leopoldina. Além disso, nenhum nome da lista ganhou o cargo de representante do povo sozinho. Todos foram democraticamente eleitos através de votos conscientes de representatividade.

Assim, o político que não presta nada mais é que um fruto de nossa sociedade. Nós geramos, nós educamos e nós elegemos. Sim, a culpa é nossa. Nossa que, por acomodação ou descaso, não cumprimos com a nossa cidadania, ao não fazer escolhas críticas, livres de interesses individuais e não cooperando com o bem-estar coletivo. Um governo democrático é a plena representação de seu povo. Na disputa majoritária, a representação da maioria. Na disputa proporcional, a representação dos diferentes segmentos sociais.

O que falta para uma mudança desse infeliz cenário aqui é um despertar de pensamentos que tenham como base ideológica o desenvolvimento de nosso município. É necessária uma reformulação de ideias e uma mudança de ações. Uma transformação. Mesmo que esta ainda não possa ser por completo, como já dizia Vinicius de Moraes, “por mais longa que seja a caminhada, o importante é dar o primeiro passo”.

Esse passo é simples; temos de nos perguntar com honestidade: como é a cidade que eu quero e como posso ajudar a construí-la? O exercício para sair da velha lógica do “vou votar no menos pior” é idealizar as melhorias desejadas e analisar quem representa melhor os seus anseios, ouvindo, discutindo e construindo em parceria. Talvez assim alcancemos a representatividade de um povo justo e honesto nos cargos públicos do município.

Sobre Letícia Sobreira

Leopoldinense, 19 anos, estudante de jornalismo na Universidade Federal de Alagoas.

Um comentário

  1. josé francisco neto neto - zé de melo neto

    Passo a concordar fielmente com a Letícia, naquilo que ela mesma afirma: “Assim, o político que não presta nada mais é que um fruto de nossa sociedade”. Tá certa a colunista. Isso mesmo. A qualidade que tiver o político, ele ganhou isto da sociedade em que estar inserido. Se o político desagrada, ele é produto de uma turma da sociedade que também não agrada. Se ele é um bom político, se pensa o coletivo, é que há na sociedade uma turma que busca o bem. Em síntese: a composição do parlamento-mirim em Colônia e nas demais cidades arrasta as virtudes e não virtudes daquele ambiente social que o elegeu. Portanto, a assertiva universal de que todo político não presta e é ladrão está redondamente falsa.

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Por Letícia Sobreira

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