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Dados sobre violência contra a mulher são alarmantes

De acordo com as estatísticas, temos mais é o que lamentar no mês da mulher.

No dia 8 de março, foi celebrado o dia internacional da mulher. Mas nos dias atuais, essa celebração vem perdendo seu sentido original, que era de revigoramento da luta feminina em busca de uma sociedade igualitária. Hoje, o que vemos é uma data de caráter mais festivo e também comercial, que busca comemorar diferenças e vender marcas.

Este fato seria até aceitável se a realidade não fosse tão infeliz e trágica.

De acordo com a Secretaria de Políticas para Mulheres (SPM), a cada 12 segundos uma mulher sofre violência no Brasil. Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (SBSP), dentro de cinco anos aumentaram em 168% o registro de estupros no país. Conforme um estudo do Ministério da Justiça (MJ), no Brasil, são estupradas por ano cerca de 50 mil mulheres. O Sistema de Informações de Mortalidade (SIM), a Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) e o Ministério da Saúde (MS), afirmam que de 1980 a 2010 o número de homicídios femininos cresceu em 230% (somando mais de 92.100 mortes). Na última pesquisa realizada pelo Fórum Econômico Mundial sobre a desigualdade dos sexos, o Brasil caiu nove posições, está ocupando o 71º lugar no ranking que analisou 142 países.

No nosso estado, contamos apenas com três delegacias especializadas em atendimento às mulheres (Deams), sendo duas na capital, e outra na cidade de Arapiraca. Alagoas conta com mais de oito mil registros de processos judiciais de violência contra mulher. ““Esse número acontece porque as mulheres estão mais conscientes. Agora, elas são informadas. Existe uma política de combate a essa violência, que as informa sobre seus direitos e faz com que elas, que viviam sofrendo, agora busquem proteção”, disse o Juiz de Direito, Paulo Zacarias.

Muita coisa ainda precisa ser mudada, e isso pode começar a partir de coisas simples, como a conscientização do estado de desigualdade e menosprezo em que se encontram as mulheres, e o respeito a luta pela conquista de direitos equânimes entre os gêneros. Para denúncias, ligue 180.

Sobre Letícia Sobreira

Leopoldinense, 19 anos, estudante de jornalismo na Universidade Federal de Alagoas.

Um comentário

  1. josé francisco neto neto - zé de melo neto

    Talvez, o desejo do homem de ser senhor de engenho, sobretudo em lugares por onde passou a escravidão, seja transferido para dentro das casas das pessoas.
    A autoridade do pai, do pai de senhor, do senhor de engenho assume-se como tal e o homem realiza seu desejo de senhor na agressão aos filhos e, em destaque, às mulheres.
    Os tempos de hoje, são, assim, tempos de superação desses tipos de desejos que podem estar incrustados no interior das pessoas..
    Viva a igualdade!

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Por Letícia Sobreira

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