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Novidade na educação – O SINAEB

12494907_213332899023061_5702677869635576267_nEsta nova sigla na vida da educação brasileira diz respeito a uma de suas temáticas mais complexas de realização – a avaliação educacional. Afinal, quando se aprende ou se ensina ou, ainda, quando o estudante mostra que aprendeu? Parecem ser questões de fácil resposta mas os educadores/as sabem que não é. Esta nova sigla nos conduz ao campo da avaliação das escolas brasileiras.

            A sigla expressa a composição das novas diretrizes que farão parte do Sistema Nacional de Avaliação de Educação Básica –  o SINAEB. Faz parte também de um esforço nacional que vem acompanhando as políticas de educação, nos últimos vinte anos. Ela encampará os distintos momentos de avaliação como, por exemplo, o Sistema de Avaliação Básica – SAEB, focado na aprendizagem da nossa meninada, a exemplo da Prova Brasil, que deverá permanecer. Neste novo Sistema, as provas que já vinham sendo feitas vão continuar e serão acrescidas de novos indicadores. Também terão continuidade as avaliações internacionais como o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA), da Organização para Cooperação e desenvolvimento Econômica(OCDE).

                As preocupações centrais, além da aprendizagem do garoto e da garota, são também as condições em que ocorrem esse aprendizado.  Quando se fala de avaliação, logo surge a ideia de nota, de verificação, mas não é só isso. Esse novo sistema se prestará, em especial, para a elaboração de políticas externas para a educação do País.

           E o que será avaliado neste novo sistema? Estão definidas cinco novas diretrizes para os cuidados dos docentes brasileiros da educação básica. A primeira será mostrada em que pé anda a universalização do atendimento escolar. A segunda dirá respeito à melhoria da qualidade do aprendizado, Em seguida, como está a valorização dos profissionais de educação. Segue a preocupação com a gestão democrática. Finalmente, o como está indo a superação das desigualdades educacionais. Este aspecto bate diretamente nas condições da educação em toda a região da Zona da Mata, em especial, da Mata Norte de Alagoas, e de maneira singular em Colônia Leopoldina. Afinal, docente algum é santo milagreiro se as condições não ajudam ao processo educativo. Por outro lado, não se pode imaginar que as condições da escola sejam tudo para se aprender. Não resolve, porém, conta muito à aprendizagem.

            A este novo sistema, é bom lembrar aos gestores da educação, que se torna central a democratização da escola. Nada daquilo que normalmente se ouve: “a escola é minha; são meus os estudantes; são meus os docentes”. Nada disso. Além do mais, é bom que se especifique a situação de melhoria dos profissionais da educação. Uma questão posta para cada docente e, sobretudo, uma ajuda que fortalece as lutas sindicais. Todavia, isto tudo não virá gratuitamente, ao magistério cabe avançar em suas lutas.

            Uma melhor avaliação nos indica vetores para qualificação do ambiente da escola e da educação.

José Francisco de Melo Neto (zé de melo neto)

Professor Titular e Pesquisador da UFPB

Membro do Movimento Colônia e Cidadania – MCC

Membro da Academia de Cultura de Colônia – ACCL

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