Últimas Notícias
Capa / COLUNISTAS / O direito à Saúde nas prisões alagoanas

O direito à Saúde nas prisões alagoanas

O DIREITO À SAÚDE NAS PRISÕES ALAGOANAS

O DIREITO À SAÚDE NAS PRISÕES ALAGOANAS

No último dia 12, em uma seleção para estagiários da Secretaria de Ressocialização e Inclusão Social de Alagoas, foi pedido que nós estagiários refletíssemos o atual cenário prisional do nosso estado, além de, elencar alguns pontos e alternativas para a universalização da saúde nas prisões. Por se tratar de um ambiente insalubre, não raro as prisões tornam-se uma concentração de contaminação de HIV, além de tuberculose e outras enfermidades.

A forma-prisão, inventada para compartimentalizar e classificar os sujeitos privados de liberdade, deveria seguir uma lógica horizontal e humanizadora, mas devido às representações sociais do crime e do criminoso, a instituição passou a reproduzir um modelo de aparelhagem que gera e promove isolamento e adoecimento, seja para os próprios penalizados, como também para os trabalhadores da instituição, pois vivem cotidianamente em contato com o ambiente insalubre e com os adoecidos.

Diante da realidade prisional do estado de Alagoas, em que carece repensar práticas voltadas para esse sistema, é hora de investir em políticas de saúde afim de fortalecê-las e torná-las efetivas e humanizadas, como propõe a PNH (Política Nacional de Humanização). É preciso investir potencialmente em educação popular em saúde dentro das prisões alagoanas – como a de Colônia – com o intuito de conscientização e, sobretudo, promoção de saúde e prevenção de doença, em uma perspectiva de redução de danos.

Nosso sistema de saúde propõe atenção integral, universal e equânime, devido isso ser respeitado e exigido, contudo assim devem ser as intervenções em saúde no sistema prisional do nosso estado, que compreendam os sujeitos como partícipes de uma sociedade que ainda não aprendeu a lidar com esse fenômeno. Romper com o estigma do criminoso, que não merece nada além de cumprir e pagar a pena, como o do louco, que deve ser preso e excluído, é preciso trabalhar duramente nas intervenções sociais a fim de incluir, pois isso que é produzir e promover saúde.

Portanto, invistamos efetivamente no cuidado integral e na garantia de direitos, rompendo estigmas e repensando práticas, além de, tornar legíveis ações multidisciplinares que abarquem os sujeitos em sua totalidade e subjetividade.

 

Sobre Jardiael Herculano

Leopoldinense, 21 anos, estudante de Psicologia no Centro Universitário CESMAC.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Required fields are marked *

*

Por Jardiael Herculano

Todos (3)