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Prof. Sérgio Coutinho estreia como colunista do Conexão Colônia

Mestre em Sociologia e Bacharel em Direito e graduando em Ciências Sociais, o professor universitário Sérgio Coutinho é o mais novo colaborador do portal Conexão Colônia

Sério CoutinhoCarismático acadêmico, o professor Sérgio Coutinho tem a escrita como hobbie, possui quatro livros publicados (Metodologia Para Pesquisas Jurídicas; Temas de Direito do Trabalho Contemporâneo; Direito, Sociedade e Violência: reflexão sobre Alagoas; O Movimento dos Movimentos), e atualmente mantém um blog, Mundo Em Movimentos – veja clicando aqui. Agora também passará a ser colaborador convidado em nosso site, compartilhando suas inquietações também com os internautas leopoldinenses. Professor do curso de Direito do Centro Universitário Cesmac, da FAN – Faculdade de Negócios, e do Centro Universitário Tiradentes – UNIT, Coutinho é um destacado pensador crítico que costuma levar importantes reflexões aos seus leitores sobre temas da atualidade.

Abaixo, segue o primeiro texto da coluna semanal do professor.

 Os monólogos coletivos de todo dia

Quando alguém estuda o desenvolvimento de crianças, existe uma fase em que os teóricos da educação chamam de “monólogo coletivo”, que todos nós já presenciamos. As crianças ficam soltando sons na nossa frente, umas na frente das outras, ainda sem formar palavras claras. Parece que estão conversando quando, na verdade, estão falando sozinhas em grupo. Andamos convivendo assim.

Estamos adultos mas com dificuldade para lidar com um aspecto comum a essa fase da vida: conviver com quem também pensa. Peço a quem estiver lendo que pare para pensar quando foi a última vez que ouviu alguém que discorda de você profundamente e você apenas parou, sinceramente interessado, curioso, para saber como trabalha a cabeça de quem discorda.

Está cada vez mais difícil. Olhe para sua rede social da internet. É estranho que seja chamada de rede social já que todos falamos sozinhos e os comentários sobre temas complicados envolvidos naquilo que escrevemos ou compartilhamos costumam ter diálogo tenso. No cenário político nacional em que vivemos, é comum amizades serem desfeitas ou, com sorte, suspensas até o fim das confusões mais recentes em Brasília.

Poderia ser sobre futebol, a novela das 9, um seriado, aquele filme que você não gostou do final, curtir um cantor e não outro, enfim, andamos com grande dificuldade para aceitar que aquele que discorda de nós não se tornou um imbecil por isso, apenas pensa diferente.

Sugiro umas ideias para reflexão: lembre que os ministros do Supremo Tribunal Federal costumam ir aos julgamentos com votos prontos; os deputados e senadores resolveram nos gabinetes dias antes suas decisões sobre leis; seu time não vai jogar melhor se não treinou bem; enfim, sua paixão pelas suas ideias só faz sentido se tiver com quem compartilhar.

Se não consegue falar com outras pessoas sem ouvir ideias contrárias, recomendo uma providência radical mas que costuma ajudar para falar com a garantia de não ter que ser ouvido por alguém que possa discordar: adote um cachorro. Gato não, vai te desprezar se não gostar do que você fala.

Sérgio Coutinho

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