Últimas Notícias
Capa / COLUNISTAS / Psicologia e Colônia Leopoldina: dores e esperanças

Psicologia e Colônia Leopoldina: dores e esperanças

                whatsapp-image-2017-01-06-at-16.55.59-20170110092502Colônia é uma cidade de psicólogos. Quando fui candidato a vereador ano passado, tive a oportunidade de dizer isso em um dos discursos que fiz, para chamar a atenção das questões relativas à saúde mental do município, no campo das políticas públicas, e a necessidade de fazer essas políticas avançarem. De fato, entre profissionais já formados, concluintes e acadêmicos espalhados em diversos cursos, somos cerca de 20 leopoldinenses diretamente ligados à Psicologia, embora alguns – exatamente para buscar essa formação ou  para poder atuar profissionalmente – hoje esteja morando na capital alagoana ou em outros lugares.

                Por outro lado, podemos considerar que Colônia Leopoldina é também marcada por muitos casos de sofrimento mental. Por esse motivo a rede municipal de saúde desde sempre tem dificuldades de comportar a demanda da sociedade por serviços de Psicologia ou Psiquiatria. Uma vez que a psicopatologia não tem cor, credo ou classe social, todos estão sujeitos a algum tipo de transtorno mental, grave ou não, em qualquer fase da vida. A ‘democracia’ das dores da alma tem mostrado cada vez mais sua força entre nós: quem em Colônia não conhece de perto, às vezes na própria família ou em si mesmo, pessoas acometidas por somatizações, estresse, depressão, ansiedade, pânico etc. Pacientes psicóticos (com distúrbios psiquiátricos mais graves) também são comuns em nosso meio. Um triste e importante capítulo à parte diz respeito ao drama dos jovens e suas famílias vitimadas pela dependência química, uma terrível doença estigmatizada socialmente. Má qualidade de vida, afastamento do trabalho, preconceito e isolamento social, suicídio e violência são algumas das consequências reservadas a esses cidadãos leopoldinenses quando não são objeto de atenção do poder público e da sociedade como um todo, que se vê refletida nessa realidade.

                Nesta coluna, em nossos próximos textos, pretendo abordar algumas dessas problemáticas, como parte de uma contribuição particular minha, como psicólogo e leopoldinense. A fim de socializar o debate sobre a saúde mental de nossa comunidade e apontar algumas soluções possíveis, quero também apresentar aos conterrâneos nesse espaço a campanha do “janeiro branco” (você já ouviu falar?) e compartilhar um projeto nascente em fase de gestação idealizado por mim e alguns desses colegas leopoldinenses psicólogos e futuros psicólogos. Acompanhe nossa coluna e tenha um feliz dia!

Sobre Everton Calado

Leopoldinense, 35 anos, doutorando em Psicologia Clínica e atualmente professor de Comunicação Social na Universidade Federal de Alagoas (UFAL).

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Required fields are marked *

*

Por Everton Calado

Todos (4)