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Serra do Catita, um paraíso na terra

Entre tantas plantações de cana-de-açúcar, a Mata Atlântica nos presenteou com um maravilhoso conjunto de encantos naturais

(Foto: Jhonatas Luan Leal)

(Foto: Jhonatas Luan Leal)

Aproximadamente a 11km da zona urbana de Colônia Leopoldina, passando pela BR 416, num caminho composto por asfalto e estrada de barro, está localizado o Recanto da Serra – ou, Serra do Catita.

A região é dotada de uma calmaria incomum nesse mundo pós-moderno. Lá só se ouve o canto dos pássaros, dos ventos sob as folhas e da água corrente. Naquela localidade também se encontra a Fraternidade do Discípulo Amado, uma comunidade monástica católica, habitada por monges, freiras e leigos. Estes se mostram sempre dispostos a acolher os visitantes.  Talvez por esses motivos, muitos dos que passaram pelo local tendem a considerar aquela terra como sagrada.

Entre tantos canaviais que cercam as terras alagoanas, encontramos a Serra do Catita, que é encoberta pelos resquícios da Mata Atlântica, e abriga diversas belezas naturais. Lá, o homem e a natureza vivem em plena harmonia. Suas paisagens são deslumbrantes e, além disso, aquela terra é recheada de história.

Contam os moradores mais antigos, que a serra servia de descanso para os negros que fugiam de seus senhores de engenho e seguiam para o Quilombo dos Palmares, ao encontro de Zumbi.

Uma das cachoeiras que compõe o recôndito paraíso é chamada de Dandara. Esse batismo se deu pela história passada pelos antepassados dos moradores dali, que diziam que Dandara, a esposa guerreira de Zumbi, e uma das líderes femininas da comunidade quilombola dos palmares, incentivou as mulheres negras daquela região para fugirem por aquela serra até o seu quilombo, e costumava banhar-se naquelas águas.

(Foto: Jhonatas Luan Leal)

(Foto: Jhonatas Luan Leal)

Outra queda-d’água da serra que deixa seus visitantes maravilhados é a Cachoeira do Tombador, também conhecida como Cachoeira do Véu da Noiva. Reza a lenda que uma noiva da região foi abandonada no altar e fugiu para as redondezas da cachoeira, onde seu canto ecoa todas as noites. Aquele que ouvi-la se casará com ela.

A Cachoeira do Tombador está localizada a cerca de 500 metros acima do nível do mar. Para chegar até ela, é preciso percorrer uma trilha de mata fechada sobre as pedras do Rio Jacuípe. Apesar de todas as dificuldades de acesso, todos os esforços são recompensados ao contemplar tamanha maravilha.

(Foto: Jhonatas Luan Leal)

(Foto: Jhonatas Luan Leal)

“Quando ouvimos falar de paraíso, logo pensamos em um lugar calmo, tranquilo, onde reinam a paz e a harmonia, junto com a natureza e muita espiritualidade. Achamos que esses lugares ficam bem distantes de nós, fora do Brasil… Aí descobrimos que estamos redondamente enganados, pois essa maravilha se encontra bem diante de nosso olhos!”, comenta Paulo Sérgio de Souza, um sergipano que ficou por lá durante dois anos, e afirma que o local é um pedacinho do céu aqui na terra.

Os encantos da Serra do Catita são imensuráveis. Só mesmo uma visita para vivenciar essas maravilhas.

(Foto: Jhonatas Luan Leal)

(Foto: Jhonatas Luan Leal)

(Foto: Jhonatas Luan Leal)

(Foto: Jhonatas Luan Leal)

(Foto: Jhonatas Luan Leal)

(Foto: Jhonatas Luan Leal)

Sobre Letícia Sobreira

Leopoldinense, 19 anos, estudante de jornalismo na Universidade Federal de Alagoas.

Um comentário

  1. josé francisco neto neto - zé de melo neto

    Gostei imensamente do seu texto e da divulgação necessária daquelas terras. Sei até que nem é do feitio dos monges uma maior divulgação do lugar onde vivem. Mas, como lembra você, estão sempre abertos a receber os seus visitantes.

    Vejo como importante, considerando que estamos a ler sobre a APA – Murici; há também projeto ou ideia de um movimento para salvar o rio Jacuípe (o nome jacuípe vem de tribo que viveu na região). Portanto, salvar esse rio e essas belezas é necessário pois essas águas não estão nada salvas dos esgotos do distrito de Canastra, logo acima.

    Avante com o movimento de Salvar o Rio Jacuípe!

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Por Letícia Sobreira

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