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Um olhar sobre a realidade de Colônia Leopoldina

O psicólogo Robson Menezes tece algumas considerações sobre os dados obtidos sobre Colônia Leopoldina pelo último censo e aponta: a saída é a Educação

 

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Os dados são de 2010, mas podemos considerar que ainda são significativamente válidos para uma análise mais atual, haja vista certa estagnação econômica da cidade. Colônia Leopoldina, que fica localizada aproximadamente a 117 km de Maceió, possui de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) uma população média de 22 mil habitantes e tem como principal fonte de renda a indústria sucroalcooleira, o comércio, e o serviço público.

Sua população é jovem, com cerca de 35%  possuindo menos de 14 anos e cerca de 50% com menos de 20 anos de idade. Apenas um número inferior a 10% da população possui mais de 60 anos de idade.

Ainda segundo censo de 2010, a religião predominante na cidade é o catolicismo – 75% da população.  Em Colônia também encontramos certo equilíbrio entre o número de homens e mulheres, sendo respectivamente 51% e 49%.

Aproximadamente 50% da população é analfabeta e apenas 7% tem ou cursa o ensino superior, tendo uma discrepância grande quando comparamos a realidade brasileira do mesmo censo que é de 17% de universitários ou pessoas com ensino superior.

Colônia Leopoldina possui um alto percentual de desemprego, por falta de oportunidades de trabalho (já que em 2013 apresentou apenas 177 empresas registradas) e por falta de qualificação profissional, devido aos déficits educacionais dos leopoldinenses.

Considerando que a maioria das pesquisas aponta que pessoas com um maior grau de escolaridade possuem uma redução do percentual de desemprego e uma melhor remuneração, conclui-se que a cidade necessita de um grande investimento em políticas públicas, para reduzir o índice de analfabetismo e desenvolver condições para o acesso de jovens ao ensino superior.

É relevante afirmar ainda que o investimento em educação trará rápido retorno a população, com o aumento de profissionais que vão cuidar do povo – médicos, dentistas, psicólogos, enfermeiros, professores, pedagogos etc. Também, o desenvolvimento educacional da cidade promoveria a criação de novas oportunidades de trabalho (com administradores, economistas, contadores, jornalistas, advogados…).

Assim, se daria a possibilidade da construção de uma nova realidade social, onde as pessoas pudessem viver com plenitude a sua cultura e ver o rápido desenvolver da qualidade de vida do povo leopoldinense.

 

Robson Menezes

Psicólogo, Consultor Organizacional

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