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De Colônia para o mundo: as letras de Adenildo Lima

Escritor, poeta, professor universitário e palestrante; estas são algumas das ocupações de mais um leopoldinense de destaque: Adenildo Lima

12376802_1007906235922526_6261186843171122582_nA história não para. Quando ouvimos o hino cívico de nossa cidade exaltando seus filhos  “doutores, poetas, escritores” corremos o risco de cair no engano de achar que é só de passado que a letra fala. Na verdade, podemos nos orgulhar de outros tantos talentos contemporâneos que fazem jus à nossa tradição cultural: é o caso do escritor Adenildo Lima.

‘Nascido e criado’ em Colônia Leopoldina, Adenildo é lembrado pelos amigos da adolescência como um sujeito curioso, quase visionário. Foi bastante envolvido com o movimento jovem da Igreja Católica, quando já demonstrava sua veia poética. Muitas vezes chegou a ser incompreendido em sua maneira de ver o mundo, algo que é comum entre os poetas. Em busca de melhores condições de vida e oportunidades, mudou-se para São Paulo ainda jovem, no ano de 1998, onde reside até hoje, consolidando uma brilhante carreira acadêmica e intelectual como poeta e escritor.

Adenildo Lima graduou-se em Letras, com licenciatura plena em Português, Inglês e Literatura, desenvolveu estudos sobre Socioeducação e Mediação de Conflitos no Ambiente Escolar e se tornou especialista em Gestão e Políticas Culturais pela Universidade de Girona, Espanha. É também Mestre em Educação em Políticas Sociais para o Adolescente em Conflito com a Lei. Atualmente, Adenildo é professor da Universidade Ibirapuera – UNIB – na capital paulista, e conferencista, com dezenas de palestras proferidas em escolas públicas, privadas e universidades, em São Paulo.

O acadêmico já lançou 4 livros: O mundo de Vinícius (2015), poema narrativo composto por cinco cantos e formado por 1600 versos; A parteira (2013), também poema narrativo, composto por quatro cantos, e um pouco mais de 1500 versos; Lobisomem pós-moderno (2012), livro de poemas; O copo e a água (2009), literatura infantil, com mais 20.000 exemplares vendidos – o equivalente a um livro para cada habitante de Colônia!

O mundo de ViníciusLobisomem pós-modernoO copo e a águaA parteira

Suas obras podem ser adquiridas aqui. Além de seus livros físicos, alguns escritos de Adenildo também são encontrados em seu blog.

Quando questionado sobre sua motivação para tornar-se escritor, ele diz que “Não me lembro de ter sido influenciado por outra pessoa para iniciar meus escritos, mesmo tendo plena consciência que sempre somos influenciados por alguma coisa ou pessoa e, em especial, as experiências vividas no dia a dia.  Acredito que na minha infância o que me despertou ao gosto pela leitura foi ouvir meu pai lendo a bíblia e ensinando-me a lê-la, e minha mãe declamando alguns poemas populares, desses que passam de geração em geração, e um primo meu que quando passava por lá, onde eu morava, contava histórias. E isso, penso eu, aguçou em mim a busca pelo sabor das palavras. Por outro lado, é importante ressaltar que tive a minha infância e adolescência num sítio, no município de Colônia Leopoldina […], para chegar a uma escola precisava andar de uma a duas horas a pé. Ou seja, os primeiros contatos que eu tive com a leitura foram ao observar o raiar do sol pela manhã, ouvir o cantar dos pássaros ao amanhecer de cada dia e sentir o cheiro de terra adentrando minhas narinas, trazendo-me cheiro de vida, essência poética para o meu existir. Já aqui em São Paulo, quando cheguei em 1998, fiquei perplexo com o contraste vivenciado por mim: a correria, o barulho dos carros, muito diferente do canto dos pássaros lá no Nordeste. Mas, hoje, estou completamente habituado na cidade grande, sem perder a minha história, a minha narrativa, a essência de tudo o que me faz ser o que sou atualmente”.

Adenildo também dá uma dica para aqueles que desejam ingressar no meio da escrita: “Ler e ler e ler e depois reler. Depois escreva, reescreva, escreva e não se canse de escrever. Mostre para as pessoas, mas esteja apto e maduro para ouvir críticas, comentários. E tenha muito cuidado com os elogios”.

Pouco (re)conhecido em Colônia e em especial pelas novas gerações, Adenildo, mesmo à distância, merece ser reverenciado, não só pelo talento da escrita, mas pela figura simples e humana que é. Esperamos que esse reconhecimento venha em breve, à altura da história de sucesso de nosso brilhante conterrâneo. Salve, salve Colônia Leopoldina!

Sobre Letícia Sobreira

Leopoldinense, 19 anos, estudante de jornalismo na Universidade Federal de Alagoas.

Um comentário

  1. josé francisco neto neto - zé de melo neto

    Vejo como de importância maior a matéria trazida por Letícia – Adenildo Lima. Não conheço esse conterrâneo, professor e poeta. Mas, a visão expressada de seu pensamento me diz da seriedade do mesmo. Pude convidá-lo a fazer parte da Academia de Cultura. Com a maior responsabilidade, o Prof. Adenildo desiste da proposta pois, em São Paulo, não poderia participar ativamente das atividades dessa Academia.
    Já as orientações que o poeta apresenta, remete à técnica didático-pedagógica da tradição judaica da repetição… como elemento para o aprendizado e a fixação. Veja a oração do terço e do rosário. “Ler e ler e depois reler. … Depois escreva, reescreva, escreva e não se canse de escrever”.
    E, ainda, mostra um perfil suave e sereno de sua personalidade ao sugerir que é preciso ouvir a crítica, além de estar atento a um possível sucesso. E, finalmente, alerta que preciso ter cuidado com elogios.
    Parabéns à Letícia e mais sucessos ao jovem professor.

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Por Letícia Sobreira

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